Frikuensia

a human heart might be said to beat at 1.2 Hz

Arquivo de Junho, 2008

Fuodaz

[Destacando a fricativa alveolar sonora.]

Esta palavrinha é das melhores coisas que aprendi em Portugal. E, foi o que me saiu pela segunda vez quando li isto:

Anónimo disse…
“Eu penso e falo em crioulo. Mesmo quando falo Português, penso em crioulo. E eu gostava dos portugueses… até ter vivido em Portugal. Em Portugal, eu, que era menina, mulher, simpática, social, esquisita, tímida e extrovertida, boa aluna, interessada, curiosa, crioula, cabo-verdiana, descendente de madeirenses, guineenses, portugueses e ingleses, tornei-me numa coisa só: numa preta.” (Nota: Depois desta frase é que sai o primeiro)

Como isto é tão verdade…infelizmente!!!! Minha mãe pergunta-me muitas vezes se é impressão dela ou se tenho alguma mágoa em relação aos portugueses, o que ela não percebe, sabendo e conhecendo de alguns dos amigos portugueses que tenho.

Eu também fui alemã durante 94 mns e irrita-me ainda sentir a “devoção” (posso chamar assim? definitivamente hoje não estou para palavras escritas) de Cabo Verde em relação a Portugal – que é isso, aquilo e mais alguma coisa de boa, quando Cabo Verde para Portugal é apenas preta!!!!!!!!!

Parabéns não só pelos teus posts mas principalmente pela forma inteligente e sensível como os defendes!Demonstras que pensas e escreves com o coração e com a cabeça, sempre pensando em crioulo, claro!!!!!

Vânia

Claro que se derramou uma torrente de comentários a seguir (eu não, estou bem obrigado).

Por isto o soncent.blogspot.com merece um link no meu blogroll, não como prémio mas como homenagem.

Seguindo a onda…

…Deste post na blogosfera CV apareceu outro teste. Na verdade existem vários, o interesse daquele que apresentei é exactamente a sua pequenez e fidelidade. Tanto pequeno que é que evita perguntas como a número 13 – tsunami.

Pelo menos no meu caso, por mais que faça este ou outros os resultados serão idênticos.

Você está na centro-esquerda. Acredita que o estado deve se fazer presente em alguns setores da economia e não concorda com restrições à liberdade individual.

Já que existe o teorema…

Posso e podemos todos dispersarmos como quisermos, nem que seja a gotas. Por isso, agora tenho Flickr! Vide no canto inferior da coluna à direita.

Conhecem o “teorema do macaco infinito”? A ideia pertence a T.H. Huxley, que no século XIX afirmava que o macaco seria capaz de escrever uma peça de Shakespeare. Bastava, para tal, que dispuséssemos de macacos infinitos aos quais pudéssemos confiar máquinas de escrever infinitas. Um dia eles acabariam por medrar qualquer coisa de sublime.

Andrew Keen regressa ao teorema de Huxley em livro que deu polémica nos EUA e foi agora editado entre nós pela Guerra & Paz. Intitula-se “O Culto do Amadorismo”. O título, como se costuma dizer, é todo um programa: entregue à multidão ignara – à geração YouTube, à geração Blogspot, à geração Wikipédia; no fundo, aos “macacos infinitos” -, a Internet está a arrasar com o mérito intelectual e artístico; a promover a ignorância e a boçalidade em larga escala; e a cultivar um narcisismo repulsivo em que milhões de alienados usam a rede para exporem os seus delírios.

in Internet na crónica de João Pereira Coutinho

Cabo Verde vs Tanzania

Estádio da Várzea abarrotando e azulado: é o que eu espero ver na recepção à selecção nacional de futebol da Tanzania para a 2a jornada do grupo 1 de apuramento para a CAN e World Cup de 2010 em Angola e Africa do Sul respectivamente.

O jogo começa ás 16H de Cabo Verde e como sempre vai ter transmissão na Rádio Nacional. A TCV lamenta mas não vai poder trasmitir a partida para o resto do cverdianos nas outras ilhas porque à mesma hora decorre a segunda parte do Suiça vs Rep. Checa lá para os lados de Basileia.

Necessariamente um bom resultado tem de ser nada menos que uma vitória por 3 motivos:

  • Pela qualidade equilibrada de ambas as equipas e pelo facto de jogarmos em casa.
  • Pelas aspirações que temos e só podemos continuar a te-las se ganharmos o nosso adversário directo teórico do grupo, assumindo Camarões como o cabeça-de-lista e as Maurícias como a selecção menos forte.
  • E, para poderem ou podermos se quiserem, dedicar esta desejada victória ao Alhinho. No mínimo.